Sitemap: http://www.example.com/sitemap.xml Geologia do Quinário

domingo, 6 de junho de 2010

Vulcão no Equador registra grande atividade


Vulcão Tungurahua entra em erupção



O vulcão Tungurahua, no centro do Equador e em erupção desde 1999, registra nível alto de atividade, com tremores e explosões, que vêm sendo acompanhadas de retiradas voluntárias da população, informou a vulcanologista Liliana Troncoso, do Instituto Geofísico (IG, estatal), nesta quarta-feira.

Está "em nível alto de energia, caracterizada pela geração de tremores, com a vibração do edifício vulcânico e explosões", disse.

O Tungurahua (que significa garganta de fogo na língua quíchua) tem cinco explosões por hora, explicou, e com tendência ascendente".

O processo eruptivo do vulcão, de 5.029 metros de altura e 135 km ao sul de Quito, alcançou o maior pico em 2006, quando fez seis mortos. Na sexta-feira passada voltou a ganhar força, obrigando a evacuação imediata de 2.500 pessoas.

O grau do alerta geral ainda está no amarelo para as áreas de risco nas províncias de Chimborazo e Tungurahua, informou o prefeito da cidade de Penipe, Fausto Chunata.

Segundo a Defesa Civil, as cinzas espalhadas, que levaram na sexta-feira ao fechamento temporário do aeroporto internacional de Guayaquil (sudoeste) e a suspensão de voos, afetou 1.861 hectares de cultivos, destruindo várias plantações.

A cidade turística de Baños fica aos pés do vulcão e seus 15.000 moradores foram retirados à força em 1999, retornando a suas casas depois de vários meses.

O Tungurahua lança lava e fluxos piroclásticos (misturas de gases, cinzas e rochas com temperaturas de até 800 °C).




terça-feira, 25 de maio de 2010

Deslizamento de Terra de proporções gigantescas

Movimento de Massa


Infelizmente não tenho a procedência do Vídeo, se alguém souber, por favor indique nos comentários!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mapa Mundi 3D



Clique na imagem e abra a foto gigantesca do Mapa Mundi em 3D



Use óculos 3d para visualizar melhor.




*Se não tiver um óculos 3D, aprenda a fazer aqui!




Fotos - Manaslu, côté altitude

Clique nas fotos para ver mais dessa expedição 








Seleção de Imagens (Bônus), do mesmo fotógrafo. (Laurence)

Google Maps 3D

Google maps 3D

http://www.google.com.br so entrar no site deles eles dão a opção

Novo! Explore a Terra em 3D no Google Maps.

Algumas imagens para vocês verem do que se trata.

Cristo Redentor - Rio de Janeiro / RJ



Estádio do Paraná Clube - Curitiba / PR



Museu Oscar Niemeyer (Museu do Olho) Curitiba / PR

E tem vários prédios de menor expressão, so olhar no site do google.

Att

Nicholas Wille
Geologia UFPR

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Relações Exteriores aprova mapeamento em área de proteção ambiental

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou hoje o Projeto de Lei4127/08, do deputado Marcelo Ortiz (PV-SP), que obriga a União a realizar mapeamento geológico nas áreas indispensáveis à segurança nacional ou destinadas à preservação ambiental, à exploração dos recursos naturais e nas terras disponibilizadas para os índios. O objetivo da proposta é levantar informações relativas aos recursos minerais e hidrológicos do solo, a fim de embasar melhor a decisão da demarcação da área. "A gestão do espaço físico inclui a noção de uso racional dos recursos ambientais", afirma o autor.

O relator, deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), apresentou parecer favorável à proposta. "Estamos inteiramente de acordo com Ortiz quando ele argumenta sobre a necessidade da realização de uma correta gestão do espaço físico e dos recursos econômicos disponíveis no País", conclui.

Mapeamento geológico
O mapeamento geológico possibilita a identificação dos depósitos minerais. Ele fornece informações como o modo de ocorrência do minério e sua distribuição geográfica.

Pela proposta, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) ficará responsável pelo mapeamento nas áreas previstas. A escala cartográfica adequada deverá ser igual ou superior a 1:250.000 (um centímetro no mapa equivale a 2,5 quilômetros do terreno analisado).

Tramitação
O matéria será analisada em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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PROJETO DE LEI Nº , DE 2008

(Do Sr. Marcelo Ortiz)

Dispõe sobre a obrigatoriedade de levantamento prévio geológico para o gravame ou utilização de áreas de que trata o inciso III do § 1º do art. 91, inciso III do § 1º do art. 225 e o art. 231, da Constituição Federal, e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei estabelece a exigência de prévia existência de mapeamento geológico para a utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional.

Art. 2º A utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional, bem assim aquelas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo, baseadas no inciso III do § 1º do art. 91, no inciso III do § 1º do art. 225 e no art. 231, da Constituição Federal, somente será concretizada diante da prévia existência de mapeamento geológico em escala cartográfica adequada.

§ 1º Considera-se escala cartográfica adequada aquela igual ou superior a 1:250.000, que permita a avaliação da real potencialidade dos recursos naturais de qualquer tipo.

§ 2º Na impossibilidade do cumprimento do estabelecido no caput, o Poder Público pode delimitar a área, desde que o mapeamento geológico se realize no prazo máximo de três anos, contados a partir da publicação do ato.

Art. 3º O gravame ou a restrição de uso de qualquer natureza de áreas de que trata esta Lei, dependerá de prévia manifestação do Conselho de Defesa Nacional na forma do art. 91, § 1º, inciso III, da Constituição Federal.

Art. 4º A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM, empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, deve providenciar o mapeamento geológico das áreas relativas à mineração, existentes na data da publicação desta Lei, dentro do prazo máximo de cinco anos.

Art. 5º A União destinará os recursos orçamentários necessários ao cumprimento das providências previstas nos artigos 2º e 4º desta Lei.

Art. 6º Fica a CPRM autorizada a realizar pesquisa mineral, nos termos do Decreto-lei nº 227 de 28 de fevereiro de 1967 - Código de Mineração, nas áreas de que trata o Art. 2º desta Lei, comunicando sua intenção, com antecedência mínima de cento e

oitenta dias, à entidade gestora da respectiva área.

Art. 7º O regime de permissão de lavra garimpeira e o jazimento mineral no interior de unidades de conservação, respeitados os princípios e objetivos de uso múltiplo dos recursos florestais, bem como as populações tradicionais, onde houver, deverão

observar o disposto nesta Lei, bem como às exigências da legislação ambiental.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 9º Revogam-se as disposições em contrário.

JUSTIFICAÇÂO

A gestão do espaço físico de uma nação representa um grande desafio para a União. Em sua concepção, a gestão do espaço físico inclui a noção de uso racional dos recursos ambientais, de desenvolvimento com justiça social, geração de emprego e

renda, da proteção do patrimônio cultural brasileiro, dos bens de natureza material e imaterial portadores de referência da identidade da Nação Brasileira.

Tanto mais eficiente e harmoniosa se torna a gestão quanto maior for o conhecimento de todos os aspectos envolvidos. O estudo geológico de uma região não se limita à constatação da existência ou não de mineralização. Estende-se ao conhecimento

de sua estabilidade do ponto de vista geotectônico e geotécnico, de sua potencialidade pedológica, da disponibilidade hidrológica e da compatibilidade com as necessidades humanas.

O Projeto RADAMBRASIL (Ex-RADAM), cumpriu em determinada fase de nossa história um papel inigualável. Foi suficiente para um primeiro contato com o potencial geológico nacional, porém, deficiente para a avaliação do potencial dos recursos naturais das mais variadas regiões deste País.

Dos princípios que regem o aproveitamento mineral, o mais óbvio e imediato é a chamadarigidez locacional, significando que uma jazida só pode ser lavrada onde se encontra. O fato é que se não houver a possibilidade de seu aproveitamento onde ocorre não há como tentar fazê-lo em outra região.

Assim, a filosofia que rege a presente proposição é a de que se o espaço físico inclusive o subsolo forem suficientemente conhecidos poderão ser bem administrados. De posse do conhecimento geológico será factível o zoneamento do

espaço nacional, permitindo que a delimitação das áreas destinadas à proteção do nosso silvícola, à melhor gestão ambiental e à definição de áreas como de interesse da

segurança nacional tenham base em informações e em dados seguros e confiáveis.

O Projeto de Lei que ora se propõe encontra respaldo no inciso XV do Art.

21 e no inciso XII do Art. 22 da Constituição Federal. Ademais, compete ao Congresso Nacional exercer o papel que lhe atribuem o inciso XVI do Art. 49 e o § 3º do Art. 231 da Constituição Federal.

Neste sentido, rogo aos nobres colegas que acolham a presente proposta.

Deputado MARCELO ORTIZ PV/SP

terça-feira, 4 de maio de 2010

Prêmio TOPBLOG 2010

O Blog Geologia do Quinário está participando do Prêmio TOPBLOG 2010

Clique nas imagens para votar

Obrigado!!!


domingo, 2 de maio de 2010

Mas 800 mil litros de crude continuam a jorrar todos os dias do poço petrolífero do Golfo do México que explodiu no dia 20 de Abril.


Maior desastre ambiental dos EUA



Mais de 800 mil litros de crude continuam a jorrar todos os dias do poço petrolífero do Golfo do México que explodiu no dia 20 de Abril. É uma corrida contra o tempo, nas costas do Sul dos Estados Unidos. Oitenta e quatro quilômetros de barragens flutuantes foram instaladas no Golfo do México para impedir a maré negra de alcançar a costa e cerca de quatro milhões de litros de petróleo misturados com água já foram retirados do mar.
Barrar o vazamento de petróleo que jorra do fundo do mar no Golfo do México, desde a explosão em uma plataforma, exige a exploração do poço por meio de uma outra plataforma, afirmou o diretor do Clube do Petróleo, Mauro Kahn.

O especialista explicou, em entrevista à Rádio BandNews FM, que o óleo está vazando de um poço que está descontrolado porque perdeu uma válvula que regula o fluxo da saída do petróleo. Por isso é preciso “encostar” outra plataforma para interromper o vazamento.

Mauro Kahn afirmou ainda que o grande temor agora é de que tempestades agravem o cenário de expansão da mancha de petróleo, como ocorreu há 21 anos no pior vazamento de óleo da história dos Estados Unidos, no Alasca. A coordenadora da campanha “Oceanos” do Greenpeace, Leandra Gonçalves, diz que o vazamento ameaça aves marinhas, manguezais e a bilionária indústria pesqueira da região.

O trabalho de intervenção no poço que continua jorrando petróleo no Golfo do México e a ação de contenção da mancha de óleo ainda devem levar um mês. Já o trabalho posterior, o de limpeza, deve levar um ano.

Previsões
As previsões são do engenheiro naval Carlos Boeckh, diretor de uma empresa especializada em minimizar riscos ligados ao derrame de combustíveis, que presta serviços à Petrobras.

Segundo ele, os esforços agora se concentram em reparar o problema e, simultaneamente, impedir o avanço do petróleo com barreiras que funcionam como redes, para que depois o óleo seja recolhido com absorventes ou bombas.

As ações para barrar a mancha de petróleo, no entanto, têm sido prejudicadas pelas ondas do mar, explica o engenheiro naval.

Redação: Bárbara Forte
Fonte: BAND

domingo, 25 de abril de 2010

NASA apresenta a atual extensão do gelo no Ártico - By Rascunho Geo ©

Resfriamento ou Aquecimento?






Apesar de incomum durante a última década, a onda de crescimento durante a última estação provavelmente não indica um retorno às condições normais de gelo no mar. Segundo o pesquisador-chefe do NSIDC, Ted Scambos: “Este é um sistema variável e nós estamos experimentando um declínio a longo prazo, não um declínio minuto-a-minuto.” Em outras palavras, mesmo com o clima do Ártico continuando a se aquecer, a longo prazo, não haverá um novo recorde de baixa extensão do gelo a cada ano.


Leia mais no Rascunho Geo ©

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dica de Site

Telescópio online



     O nome já diz:
                                                        http://faulkes-telescope.com/

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Falhas Tectônicas

Falhas Geológicas pelo Mundo





Falhas na América Latina
Mais uma vez o parceiro RascunhoGeo fornece informações cruciais para o desenvolvimento do Blog



Falhas no Brasil


O Brasil apesar da sua localização privilegiada,  no centro da Placa Sulamericana, não está livre de falhas nem de terremotos. Sorte que esses tremores são fracos, causados principalmente por movimentos de massa, e com Magnitude de 3 a 5 pontos na escala Hitcher.



Placas Tectônicas em movimento


Como vocês podem ver o Globo terrestre é todo recortado por limites entre Placas Tectônicas, parece um grande quebra cabeças, não é de se espantar que haja  terremotos nas áreas próximas a limites colisionais.








Fonte: RascunhoGeo

quinta-feira, 25 de março de 2010

Tabela de ART - Para conhecimento e opinião dos interessados.

Tabela de ART

Este e-mail é de grande importância para todos envolvidos na geologia, pois a Tabela da ART (Assinatura de Responsabilidade Técnica) solta pelo CONFEA retirou a hidrogeologia como atribuição do geólogo e colocou ela para construção civil.

Então peço a todos que enviem um e-mail para gci@confea.org.br pedindo correção na tabela.
So pra vocês olharem, vocês podem baixar a Tabela da ART no site
http://www.confea.org.br/publique/media/MANUALANEXOIItabelasvDN.pdf

Desde quando um eng° civil pode fazer um perfil geológico? Então pessoas se manifestem mandando e-mail ao confea, que nos estamos perdendo mercado de trabalho.

Por favor repassem a todos os geólogos ou estudantes que vocês conhecem, pois é do interesse de todos.

Prazo até dia 31/03/2010

Este prazo é dado pelo confea para se manifestar contra ou a favor
http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=519&pai=8&mg1=nil&sub=519

Ta ai, não adianta so se formar... tem que participar.

Att

Nicholas Wille
Geologia - UFPR

quarta-feira, 24 de março de 2010

Petróleo e gás natural podem não ser fósseis

Petróleo e gás natural podem não ser fósseis






 
Agostinho Rosa: "Na verdade, esta teoria hegemônica vem sendo cada vez mais questionada por um grande número de cientistas, que defendem que o petróleo tem uma origem abiótica, ou abiogênica - sem relação com formas de vida."
 
Teorias famosas
O Universo originou-se de uma descomunal explosão, conhecida como Big Bang. O petróleo e o gás natural são combustíveis fósseis. Estas são provavelmente as duas teorias científicas mais disseminadas, de maior conhecimento do público e algumas das que alcançaram maior sucesso em toda a história da ciência.
Elas são tão populares que é fácil esquecer que são exatamente isto - teorias científicas, e não descrições de fatos testemunhados pela história. Mesmo porque as duas oferecem explicações para eventos que se sucederam muito antes do surgimento do homem na Terra.
Teoria dos combustíveis fósseis
Segundo a teoria dos combustíveis fósseis, que é a mais aceita atualmente sobre a origem do petróleo e do gás natural, organismos vivos morreram, foram enterrados, comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre, onde sofreram transformações químicas até originar o petróleo e o gás natural.
É com base nesta teoria que chamamos as principais fontes de energia do mundo moderno de "combustíveis fósseis" - porque seriam resultado de restos modificados de seres vivos.
Teoria do petróleo abiótico
Muito menos disseminado é o fato de que esta não é a única teoria para explicar o surgimento do petróleo. Na verdade, esta teoria hegemônica vem sendo cada vez mais questionada por um grande número de cientistas, que defendem que o petróleo tem uma origem abiótica, ou abiogênica - sem relação com formas de vida.
Os defensores da teoria abiótica do petróleo têm inúmeros argumentos. Por exemplo, a inexistência de fenômenos geológicos que possam explicar o soterramento de grandes massas vivas, como florestas, que deveriam ser cobertas antes que tivessem tempo de se decompor totalmente ao ar livre, juntamente com a inconsistência das hipóteses de uma deposição do carbono livre na atmosfera no período jovem da Terra, quando suas temperaturas seriam muito altas.
A deposição lenta, como registrada por todos os fósseis, não parece se aplicar, uma vez que as camadas geológicas apresentam variações muito claras, o que permite sua datação com bastante precisão. Já os depósitos petrolíferos praticamente não apresentam alterações químicas variáveis com a profundidade, tendo virtualmente a mesma assinatura biológica em toda a sua extensão.
Além disso, os organismos vivos têm mais de 90% de água e mesmo que a totalidade de sua massa sólida fosse convertida em petróleo não haveria como explicar a quantidade de petróleo que já foi extraída até hoje.
Outros fenômenos geológicos, para explicar uma eventual deposição quase "instantânea," deveriam ocorrer de forma disseminada - para explicar a grande distribuição das reservas petrolíferas ao longo do planeta - e em grande intensidade - suficiente para explicar os gigantescos volumes de petróleo já localizados e extraídos.
Carbono do interior da Terra
Por essas e por outras razões, vários pesquisadores afirmam que nem petróleo, nem gás natural e nem mesmo o carvão, são combustíveis fósseis. Para isso, afirmam eles, o ciclo do carbono na Terra deveria ser um ciclo fechado, restrito à crosta superficial do planeta, sem nenhuma troca com o interior da Terra. E não há razões para se acreditar em tal hipótese.
Na verdade, aí está, segundo a teoria dos combustíveis abióticos, a origem do petróleo, do gás natural e do carvão: eles se originam do carbono que é "bombeado" continuamente pelas altíssimas pressões do interior da Terra em direção à superfície.
É possível sintetizar hidrocarbonetos a partir de matéria orgânica, e estes experimentos foram, por muitos anos, o principal sustentáculo da teoria dos combustíveis fósseis.
Mas agora, pela primeira vez, um grupo de cientistas conseguiu demonstrar experimentalmente a síntese do etano e de outros hidrocarbonetos pesados em condições não-biológicas. O experimento reproduz as condições de pressão e temperatura existentes no manto superior, a camada da Terra abaixo da crosta.
Metano e etano abióticos
A pesquisa foi feita por cientistas do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, em conjunto com colegas da Suécia e da Rússia, onde a teoria do petróleo abiótico surgiu e tem muito mais aceitação acadêmica do que em outras partes do mundo.
O metano (CH4) é o principal constituinte do gás natural, enquanto o etano (C2H6) é usado como matéria-prima petroquímica. Esses dois hidrocarbonetos, juntamente com outros associados aos combustíveis de origem geológica, são chamados de hidrocarbonetos saturados porque eles têm ligações únicas e simples, saturadas com hidrogênio.
Utilizando uma célula de pressão, conhecida como bigorna de diamante, e uma fonte de calor a laser, os cientistas começaram o experimento submetendo o metano a pressões mais de 20 mil vezes maiores do que a pressão atmosférica ao nível do mar, e a temperaturas variando de 700° C a mais de 1.200° C. Estas condições de temperatura e pressão reproduzem as condições ambientais encontradas no manto superior da Terra, entre 65 e 150 quilômetros de profundidade.
No interior da célula de pressão, o metano reagiu e formou etano, propano, butano, hidrogênio molecular e grafite. Os cientistas então submeteram o etano às mesmas condições e o resultado foi a formação de metano. Ou seja, as reações são reversíveis.
Essas reações fornecem evidências de que os hidrocarbonetos pesados podem existir nas camadas mais profundas da Terra, muito abaixo dos limites onde seria razoável supor a existência de matéria orgânica soterrada.
Reações reversíveis
Outro resultado importante da pesquisa é que a reversibilidade das reações implica que a síntese de hidrocarbonetos saturados é termodinamicamente controlada e não exige a presença de matéria orgânica.
"Nós ficamos intrigados por experiências anteriores e previsões teóricas," afirma Alexander Goncharov, um dos autores da pesquisa. "Experimentos feitos há alguns anos submeteram o metano a altas pressões e temperaturas, demonstrando que hidrocarbonetos mais pesados se formam a partir do metano sob condições de temperatura e pressão muito similares. Entretanto, as moléculas não puderam ser identificadas e era provável que houvesse uma distribuição."
"Nós superamos esse problema com nossa técnica aprimorada de aquecimento a laser, que nos permitiu aquecer um volume maior de maneira mais uniforme. Com isso, descobrimos que o metano pode ser produzido a partir do etano", declarou Goncharov.
Hidrocarbonetos gerados no interior da Terra
"A ideia de que os hidrocarbonetos gerados no manto migram para a crosta terrestre e contribuem para a formação dos reservatórios de óleo e gás foi levantada na Rússia e na Ucrânia muito anos atrás. A síntese e a estabilidade dos compostos estudados aqui, assim como a presença dos hidrocarbonetos pesados ao longo de todas as condições no interior do manto da Terra agora precisarão ser exploradas," explica outro autor da pesquisa, professor Anton Kolesnikov.
"Além disso, a extensão na qual esse carbono 'reduzido' sobrevive à migração até a crosta, sem se oxidar em CO2, precisa ser descoberta. Essas e outras questões relacionadas demonstram a necessidade de um programa de novos estudos teóricos e experimentais para estudar o destino do carbono nas profundezas da Terra," conclui o pesquisador.


Bibliografia:

Methane-derived hydrocarbons produced under upper-mantle conditions
Anton Kolesnikov, Vladimir G. Kutcherov, Alexander F. Goncharov
Nature Geoscience
26 July 2009
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/ngeo591


FONTE: Site Inovação Tecnológica - Autor: Agostinho Rosa

sábado, 13 de março de 2010

Estudantes de Química da Ufba reivindicam recursos para a faculdade


Estudantes de Química da Ufba
reivindicam recursos
para a faculdade



Cerca de 90 estudantes da Faculdade de Química da Universidade Federal da Bahia (Ufba) saíram, na manhã desta quarta-feira, 10, por volta das 10h, em direção ao Palácio da Reitoria da universidade, carregando faixas e cartazes para reivindicar recursos para a unidade.
Os alunos organizaram o ato devido à demora no repasse de 14 milhões de reais do Ministério da Educação (MEC) para a reconstrução de parte do prédio, que sofreu um incêndio no dia 21 de março do ano passado. Além da reforma e reestruturação da unidade, a verba prevê a construção de um anexo para os cursos de Química e Física.
Leia a matéria completa no site do Jornal ATARDE

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Maiores Minas a céu aberto do Mundo

Cicatrizes na Terra



Bingham Canyon Mine, EUA


Buracos imensos na Terra são citados em ordem de grandeza no site Megacubo

Confira as crateras neste link:


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

5° SIMPÓSIO BRASILEIRO DO DIAMANTE

Segue a Circular do 5° Simpósio Brasileiro do Diamante que vai acontecer em Tibagi/PR nos dias 06 a 12 de Novembro de 2010
Mais Informações
www.5sbgd.com.br








Adicionar vídeo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Google cria sistema global de monitoramento de florestas

O planeta poderá ganhar mais uma forte arma de combate à destruição de florestas em todo o mundo. O Google anunciou recentemente o desenvolvimento de uma nova tecnologia que permitirá a observação e mensuração em escala global de mudanças nas florestas da Terra. Com o software, qualquer pessoa ou organização poderá monitorar pela tela do computador os desmatamentos que estiverem acontecendo em qualquer bioma do planeta.


A tecnologia deverá contribuir com redução dos desmatamentos e, consequentemente, com a diminuição das emissões de gases causadores do efeito estufa. Segundo informações da Google, somente as emissões geradas pela destruição de florestas tropicais se igualam às emissões de toda União Européia e são maiores que os níveis emitidos por todos os carros, caminhões, aviões, navios e trens de todo o mundo.


As conclusões quanto a isso são um tanto quanto óbvias, ao menos para os membros da empresa. “Manter as florestas do mundo em pé é uma forma altamente eficaz de se reduzir as emissões de carbono e atenuar as alterações climáticas”, afirmam.

Monitoramento global e apoio ao REDD

Tecnologia também tem potencial para ser uma forte aliada do REDD (Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento) – projeto das Nações Unidas que pretende oferecer incentivos financeiros aos países em desenvolvimento para que eles protejam suas florestas.

“Implantar um sistema de REDD global exigirá que cada nação tenha a capacidade de monitorar e informar com precisão o estado das suas florestas ao longo do tempo e de uma forma que isso seja verificável de forma independente. No entanto, muitas dessas nações não dispõem de recursos tecnológicos para fazer isso, por isso estamos trabalhando com cientistas, governos e organizações sem fins lucrativos para alterar esse quadro”, informam.

União de tecnologias

O programa utiliza a tecnologia do Google Earth, que exibe imagens de satélite de qualquer região do planeta, aprimorada por um software desenvolvido pelos cientistas Greg Asner e Carlos Souza que cria mapas de cobertura florestal e de desmatamento a partir das imagens de satélite.

No protótipo, as autoridades ambientais ou pessoas e ONGs interessadas em monitorar as florestas poderão verificar essas imagens de determinada área, e conferir dados científicos de como o tamanho e a forma da cobertura arbórea mudou ao longo do tempo.


Dessa forma, dados de todos os cantos da terra (do passado, presente e futuro) poderão ser facilmente disponibilizados nessa plataforma gratuita e global. Qualquer pessoa, utilizando qualquer computador, poderá acessar em segundos a informações sobre os desmatamentos ocorridos no Mato Grosso, por exemplo, nos últimos 30 dias.

Disponibilização em breve

A tecnologia ainda está em fase de estudo e foi disponibilizada apenas para um pequeno grupo que irá testá-la por mais algum tempo. Mas os ansiosos podem ficar despreocupados - a empresa afirma que o serviço está disponível para o público ainda em 2010.

O prazo animou especialistas, como o diretor do Programa de Ciência da Conservação da WWF-EUA, Colby Loucks. Em entrevista ao The Guardian, ele reforçou a necessidade de um sistema de monitoramento transparente e efetivo que contribuísse com o REDD.

“Se o sistema do Google puder ser expandido para cobrir as florestas a nível global e com acesso de imagens em tempo real, ele terá o potencial para ser uma poderosa ferramenta que ajudará os países a controlar a perda da floresta tropical”, concluiu.

Abraço
Nicholas Wille
Geologia - UFPR

Terremoto no Haiti

Sismo no Haiti 





quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Fotos - Nuvens raras

Se você também gosta de olhar para as nuvens, veja fotos de algumas reais e incríveis  






Clique na imagem para ver mais!!



Parte gasosa da Terra